domingo, 16 de janeiro de 2011

O Crime do Big Ben


Uma noite, passava eu pela entrada do museu do Louvre, em Paris, e o guarda que estava de serviço afirmou ao telefone da companhia, para publicar em todos os jornais de Paris, a morte da linda Lady Oska. Lady Oska não é uma senhora qualquer, mas também não é muito rica. O seu filho mais velho, Ruppert Oska, é dono de uma companhia de seguros. «Será que mataram a famosa Lady Oska por causa dos resultados da empresa do filho?», murmurei eu. Como quem não quer a coisa, aproximei-me do senhor guarda e perguntei o que se teria passado, começando aí um interessantíssimo diálogo (em francês):
-Muito boa noite, senhor guarda. Será que tenho a honra de saber porque é que saíu daqui tão apressado?
-Não tem nada a ver com isso. – afirmou o guarda com muita arrogância – Já agora quem é o senhor?
-Não tem nada a ver com isso – respondi muito calmamente.
-Bem! bem! bem! bem! bem! Mas quem é o senhor para responder assim a um agente de autoridade? – perguntou muito ofendido.
-Muito surpreendido com a suposta cara de gorila do guarda afirmei: - O estimado senhor pode simplesmente responder-me a uma pergunta, e eu deixo-o em paz e harmonia.
-Claro que sim, desde que deixe de me chatear.
-Muito bem, por acaso o senhor conhece o senhor Bendkins, Benjamin Bendkins?
-Conheço sim senhor, é meu irmão gémeo. Porquê? Ah...
Eu observei o guarda muito engasgado, e ausentei-me para o hotel onde me encontrara hospedado e deixei-o a pensar porque é que lhe realizei aquela pergunta. Cheguei ao quarto do hotel, descalcei os meus sapatos e retirei as meias muito rotas, de seguida coloquei os meus pés malcheirosos no bidé para os lavar e depois fui-me deitar.
No dia seguinte, regressei à terra onde moro, Londres. Bastou-me sair do aeroporto e observei logo um jornal, cujo título do artigo da primeira página era “A Tempestuosa Morte de Lady Oska”. Eu cheguei a casa muito intrigado e saí de imediato para a esquadra da polícia, onde se dialogou:
-Muito bom dia, senhor agente. Eu não vim apresentar nenhuma queixa, porém o que me trouxe aqui foi uma situação bem contrária. Eu gostaria de saber como foi a morte da senhora Lady Oska.
-Olha outro. – respondeu-me o chefe da polícia local, com cara de ofendido – vá mas é para casa, olha agora quer saber como morreu a maldita mulher, toda a gente quer saber como é que ela morreu, mas não se sabe. Só se sabe que foi encontrada sem sinais de violência ou de tentativa de violação e no chão do Big Ben. Adeus. Não tenho nada para si.
-Muito obrigado pela sua amabilidade – e desloquei-me para a saída da esquadra.
Demorei simplesmente três minutos a perceber que o guarda do museu de Paris tem algo a ver com o Bendkins, o que me levou logo a pensar que aquele sujeito já esteve preso, pois Bendkins é um criminoso muito perigoso que se encontra na ILHA DA PRISÃO. Eu ainda me encontrava na esquadra da polícia e o chefe da polícia ainda estava a tagarelar, quando me lembrei de ir observar o nome dos criminosos presos em Londres. Não me surpreendi quando vi na primeira página dos documentos o Bendkins. Continuei à procura, mas nada fora encontrado. Pensei então em visitar a ILHA DA PRISÃO, para tentar obter algumas informações sobre o tal guarda. Desloquei-me para casa e imediatamente agarrei no meu passaporte e dirigi-me para o aeroporto. Eu sabia que não se podia pedir um bilhete directo para a ILHA DA PRISÃO, pois somente os bandidos vão lá ter. Tive de escolher uma terra lá perto, escolhi Morimbuku. Comprei o bilhete para a terra que fica em África, e tive que alugar pela Internet um barco em Morimbuku, saindo de Londres por volta do meio-dia, chegando às quatro da tarde. Fui na direcção do posto de onde se encontram os barcos e falei com o senhor responsável por estes. Cheguei à costa da ILHA DA PRISÃO, onde deixei o barco perto de umas rochas onde ninguém passa. Escalei essas rochas, indo parar mesmo à porta principal da ilha da prisão. Estavam dois guardas, na minha opinião, pareciam mais uns gorilas. Desloquei-me para perto deles e começámos um dificílimo diálogo:
-Muito boa tarde.
- Pergunta o guarda do lado direito – Boa tarde, o que faz aqui?
-Eu estou somente de passagem. É que estava a passear de barco e, este ficou sem gasolina.
-Pois eu não acredito muito nisso – afirma o guarda do lado esquerdo.
-Muito bem. – pergunto eu com muita delicadeza – Será então que me poderia ajudar a falar com uma pessoa que se encontra dentro desta prisão?
-Mas podemos saber quem é?
-É com o senhor Benjamin Bendkins.
-Só o podemos deixar entrar com a autorização do nosso chefe ou então de uma esquadra de Londres, onde esse bandido foi apanhado.
-Muito obrigado, vou-me embora.
Foi então que pensei em ir ter com o chefe da esquadra da polícia onde perguntei pela morte da Lady Oska. Pensei, enquanto me dirigia para Morimbuku, que os guardas eram muito estúpidos, pois como é que eu poderia vir embora com a mentira que preguei ao dizer que não tinha gasolina no barco!...
Bastou-me chegar à saída do aeroporto para ver outro jornal, com o seguinte título: “Pensa-se que este fora o culpado”, com uma fotografia do guarda do Louvre. Dirigi-me para a esquadra onde estava o polícia chefe ainda a tagarelar, mas desta vez com uns polícias que iriam a Paris, buscar o guarda. Ninguém me viu a entrar, ficando só na esquadra com os meus botões. Voltei a observar os documentos onde agora a primeira página já não se encontrava o Bendkins, mas sim Jean Pierre, o guarda de Paris. Voltei a casa onde estive à espera durante uma semana, pois os jornais de Londres só tinham artigos a dizer que Jean teria possívelmente fugido. Eu esperei pelo chefe da esquadra para obter a passagem para dentro da prisão. Quando o chefe da esquadra local chegou eu achei-o com uma cara um pouco sorridente demais, ainda por cima para alguém que não conseguiu prender um possível suspeito.
Fui à esquadra nessa noite pedir a passagem para entrar na ILHA DA PRISÃO e achei muito estranha a atitude do chefe, que nem sequer pestanejou. Comprei outro bilhete para Morimbuku e voltei a alugar um barco para ir lá ter.
Quando cheguei, estava a começar a amanhecer e, os guardas da fortaleza já se encontravam lá. Mostrei a autorização da esquadra londrina e eles não me deixaram entrar. Eu fiquei muito surpreso, pois primeiro tinham-me pedido a autorização e agora que a tinha não me deixavam passar.
-Muito bom dia. – Como sempre, muito bem educado – Será que posso saber porque é que não me deixam entrar agora?
-Primeiro precisamos de saber quem quer visitar.
-Estes guardas são mesmo estúpidos. – pensei – Eu venho visitar o senhor Bendkins.
-Pois mas tenho uma feliz notícia, esse senhor foi encontrado morto nos balneários da PRISÃO.
Eu não acreditava no que acabara de ouvir.
-Então será que posso entrar apenas para observar o local onde este fora assassinado?
-Quem é que lhe disse que ele teria sido assassinado? Pensa-se que tenha sido suicídio, mas ainda não se tem a certeza. Estamos à espera que chegue a polícia marítima para investigar o felicíssimo assassinato.
-Muito bem, obrigado e bom dia.
Acabando de chegar a Morimbuku, estava a devolver o barco ao dono, quando eu vejo outro barco a chegar ao meu lado. Era Jean Pierre, o guarda de Paris. Decidi então segui-lo e, para espanto meu este dirigiu-se para o aeroporto, onde comprou um bilhete para Paris (decidi fazer o mesmo).
O avião estava quase a chegar a Paris, quando Jean decide ir à casa-de-banho e, como ainda estávamos no ar, eu pensei que não pudesse fugir. Por acaso aconteceu o que eu não esperava, Jean Pierre acabou por fugir e, fiquei sem saber porquê nem como.
Quando cheguei a Paris, comprei imediatamente o bilhete para Londres. Regressei a casa e já não sabia o que fazer. Saí de casa, como faço todos os dias, porém aquele dia fora um pouco diferente, pois encontrei uma bela señorita. Cabelos loiros, até ao rabo, olhos azuis, pareciam o céu da manhã, e esta continha face oval. Parecia uma princesa acabada de sair de um conto de fadas. Os dias iam passando e, eu ia ficando cada vez mais apaixonado por ela. Um dia ia a passear na rua e eu ainda estava a pensar no crime da Lady Oska, quando choquei com a señorita, a minha princesa.
-Peço imensa desculpa. – Muito atrapalhado – O que posso fazer por si?
-Não faz mal, não preciso de nada. – Responde com uma voz muito doce – Aceita tomar um café comigo?
-Todo atrapalhado – Aceito.
O café estava óptimo e, eu acompanhei a bela senhora a casa. Perguntei-lhe o seu nome, o que era tão belo como a sua esbelta face, Romância. Eu concluí que este nome teria de vir do fruto romã, que é o fruto do Amor.
Estava a chegar a casa quando olhei subitamente para o lado. Vi o chefe da polícia a falar com outro polícia. Aproximei-me e o outro agente fora-se embora. O chefe da esquadra pegou no seu Siemens e telefonou para Jean Pierre.
-Pierre estás-me a ouvir? Preciso imenso de falar contigo.
-Estou sim senhor. Mas o que é que se passa contigo meu?
-Pensei – Mas que conversa interessante de se ouvir.
-Vai ter ao topo do Big Ben para falarmos mais em paz.
-Muito bem, encontramo-nos às 19.00h, lá.
O chefe desliga o telemóvel e vai-se embora. Fiquei deveras surpreendido ao ouvir aquela conversa. Parecia que o chefe da polícia tinha algo haver com Jean Pierre e com o assassinato de Bendkins e de Lady Oska. «Por isso é que o chefe da polícia ficou naquele estado quando lhe perguntei pela morte da Lady Oska», pensei.
Eram seis horas da tarde e eu já me encontrava num prédio perto do Big Ben, a arranjar um bom local para escutar a conversa. Chega Pierre e, eu vejo-o a preparar uma espécie de bomba, mas não tinha a certeza. Às sete horas da tarde em ponto chega o chefe da polícia.
-O que queres falar comigo? – Pergunta Pierre – Eu tenho mais coisas que fazer do que te estar a ouvir.
-Mas é acerca do Bendkins.
-Como? Eu ouvi dizer que ele morreu mas eu não sei quem fez o serviço.
-Eu queria perguntar-te mas era se tens algo a ver com o crime da Oska.
-Nepia, meu! Tivemos mas foi uns bons momentos. Tadito do marido, deve ter a cabeça bem pesada, com aquele par de cornos.
-Pergunta o chefe da polícia muito assustado com a resposta – Isso diz-se Jean Pierre?
-Ah, não; faz-se. E já agora não quero que espalhes isto por isso, bye bye. Já agora também gostei dos momentos que passei contigo, a roubar bancos. Vêmo-nos no INFERNO.
Eu ouvi a conversa toda e quando o Pierre disse INFERNO o sítio onde o polícia estava fez-se em fogo. Afinal tinha razão, era uma bomba. Mas não podia fazer nada, não tinha provas. Jean Pierre foge de helicóptero. No local onde existira a explosão, não restava nada a não ser uma moeda de dois euros.
Eu agora estava mais confiante que nunca que o assassino de Lady Oska era Pierre, mas tinha de conseguir provas.
No dia seguinte estava eu a cozinhar o almoço quando me batem à porta. Era o carteiro. Eu assinei e fiquei com uma carta. Era da Romância a convidar-me para lá jantar. Todo contente fui logo comprar um fato para o jantar e já nem almocei. Comprei um fato muito baratinho, pois eu já não tinha muito dinheiro de tantas viagens que realizara.
Eram oito da noite e eu estava à porta da casa dela com uma garrafa de vinho e com um ramo de rosas brancas, mas ainda estava a pensar no assassinato do chefe da esquadra. Entrei e fui logo acolhido pelo belo perfume que se encontrava naquela casa.
-Boa noite. Eu trouxe uma garrafa de vinho e um ramo de rosas.
-Obrigada pelo vinho, mas infelizmente tenho de rejeitar as rosas, é que eu sou alérgica a rosas. – Respondeu com delicadeza – Eu só tenho malmequeres em casa.
-Peço desculpa, é que eu não sabia.
-Não faz mal. Vamos jantar?
O jantar fora óptimo, mas foi ainda melhor por estar a jantar com a minha princesa.
-Gostou do jantar?
-Gostei sim. – respondi – Mas eu gostaria se antes me tratasse por tu.
-Igualmente.
-Acordo selado.
Estava eu para sair de casa, quando Romância me vira e me beija. Fiquei no paraíso por momentos. Deixei-me ir em tentação e ela conduziu-me para o seu quarto. Fechou a porta do quarto e enxotou o gato pela janela. Empurrou-me para cima da cama e começou-me a despir a camisa, (o casaco ficara nas escadas) mas sempre a beijar-me. Ela parecia uma prisão, ou então um feitiço do qual eu não conseguia libertar-me. Despiu-me as calças e eu fiquei todo seduzido. Ela despiu-se e, pela sua cara, parecia ser com muito prazer. Todos nus, continuámos a beijar-nos. Ela começou por passar as mãos dela, pelo meu cabeludo peito, vincando as suas unhas num local um pouco abaixo. Eu comecei por acariciá-la, passando as minhas mãos pela sua face e depois passando-as pelos seus seios arredondados. Acabou por acontecer, eu acabei por deixar-me ir até ao fim desta relação pouco duradora. No dia seguinte acordo na cama dela, ainda todo nu, mas Romância já não se encontrava em casa. Desci as escadas e em cima da mesa estava um bilhete que dizia: “Eu fui trabalhar, mas deixei-te o pequeno-almoço preparado. Espero um outro jantar, mas desta vez em tua casa.”. Eu fiquei totalmente apanhado por ela. «O que fazer agora?», pensei.
Lembrei-me, depois de tomar o pequeno-almoço, que ainda tenho que descobrir o paradeiro de Jean Pierre, o guarda de Paris.
Regressei a casa sem saber o que fazer. Olhei pela janela, estava a chover. Vi um caixão e, uma senhora muito idosa a chorar. Provavelmente seria a mãe da pessoa que estaria dentro do caixão. Foi então que me lembrei do chefe da polícia. Saí de casa e fui logo para o cemitério com todos os acompanhantes. Enquanto ía, olhei para o lado e vi Jean Pierre, também a assistir ao enterro.
No final da cerimónia segui-o, indo dar a uma campa muito suja. Marie Pierre, a mãe de Jean. Nesse mesmo instante eu comecei a ter saudades dos meus pais, mas lembrei-me da Romância, a minha amada. Quando olhei atentamente o túmulo da mãe de Pierre, li um nome, Summoner. Não conheci aquele nome, fui ver os mapas-múndi para ver se encontrava aquela terra. O resultado fora o que eu pensei, não existe. No Google eu escrevi o nome e, apareceu uma data de imagens de livros escritos por Marie. Eu sabia que tinha um livro daqueles em casa, o “Amor Eterno”. Lembro-me de um número do túmulo, o vinte e quatro. Nessa página começava o capítulo dez, cujo título era “Summoner”. Li essa página toda e no final estava o nome de uma terra em Portugal, Leiria. Telefonei para um amigo que vivia perto desta terra, para ver se ele encontrava algo acerca de escritoras cujo nome era Marie Pierre. O meu amigo liga-me passado apenas cinco minutos. Atendo e ele diz que Marie morreu na ILHA DA PRISÃO, precisamente no balneário número sete. Telefonei para a cabine da ILHA e atendeu-me o simpático guarda do lado esquerdo.
- Boa tarde meu senhor. – Muito gentil – Posso apenas perguntar em que balneário é que o senhor Benjamin Bendkins morreu?
-Pode sim senhor.
-Então, em que balneário morreu o senhor Benjamin Bendkins?
-No balneário sete, mas porquê?
Desliguei imediatamente o telefone e fiquei de boca aberta. Pensei em voltar a Paris. Assim foi.
Durante a noite, em Paris, eu passei pelo museu às mesmas horas que no primeiro dia. Estava Pierre a guardar novamente o museu. Eu sabia que ele tinha realizado um crime, mas não podia dizer nada porque não tinha provas para o incriminar.
-Boa noite senhor guarda!
-Boa noite senhor, o que deseja?
-Apenas perguntar se por acaso quer vir tomar um copo ali ao lado?
-Pode ser, já que não há ladrões há muito tempo.
E assim foi, tomei simplesmente uma cerveja, enquanto Pierre bebeu tanta coisa que se contasse eu não saía daqui hoje. Perguntei-lhe se tinha algo haver com a morte de Lady Oska, ao que me foi recebido como resposta que não. Eu tinha “pedido emprestado” um balão dos polícias, quando estava a ver os documentos dentro da esquadra da polícia e, fiz com que soprasse. Era impossível este homem estar lúcido. Levei-o até ao museu e deixei-o lá deitado. Voltei para casa e encontrei a tocar à campainha o guarda do lado direito da ILHA.
-Boa tarde, porque está a tocar à minha campainha?
-É que apareceu o meu colega, o do lado esquerdo, morto. – responde-me com uma cara de aflição – E vim ter consigo, porque lembrei-me que o senhor esteve lá à pouco tempo com a autorização do chefe da polícia daquela esquadra (apontando para ela).
-Vamos falar lá para dentro, é que os candeeiros têm ouvidos.
Dentro da minha casa:
-Então agora vai me contar tudo o que aconteceu.
-Eu também não vi muito. Quando fui trabalhar, olhei para o lado e, estava o meu colega morto no chão. – diz o guarda da PRISÃO – Parece que foi alvejado na cabeça.
-Muito bem farei os possíveis para o ajudar, mas agora vá trabalhar.
-Adeus.
Fiquei muito admirado com a morte do “guarda esquerdo”. «Será que a morte deste guarda tem algo haver com a morte do Bendkins?», perguntei-me. Agora eu estava intrigado de mais para ficar de braços cruzados em casa. Fui para o Big Ben. No local, onde teria supostamente sido encontrada a Lady Oska, estava uma tampa de esgoto. Nesta estava escrito em latim, “A morte virá: primeiro será uma mulher, de seguida dois homens e, então outro homem muito ligado com os mortos encontrados”. Tudo o que estava lá escrito fazia sentido, a morte de Lady Oska, do Benjamin Bendkins e, do guarda do lado esquerdo. «Mas quem será o homem muito ligado aos mortos encontrados?», interroguei-me. Voltei para casa.
Cheguei a casa e abri a caixa do correio. Estava lá uma carta da Romância. Encontrava-se escrito para eu ir ter a casa dela porque tinha um assunto muito urgente. À noite dirigi-me para casa dela e, estavam as luzes de sua casa todas ligadas. Fui até à porta e esta estava arrombada. Entrei e revistei a casa toda. Estava vazia como já esperava. Na cozinha estava um bilhete da Romância a dizer que tinha fugido por ter ajudado Alguém a matar o Benjamin Bendkins. «Eu dormi com uma criminosa.», fiquei chocado. Eu, de uma vez por todas queria encontrar o assassino de Lady Oska, que era o meu principal objectivo. Decidi ir ao topo do Big Ben, onde ainda estava a moeda de dois euros do chefe da polícia. Quando pego na moeda e, olho com olhos de ver para ela, eu vejo que não é uma moeda mas sim uma chapa com um código de barras. Lembrei-me que na ILHA DA PRISÃO estava uma espécie de ranhura onde esta chapa cabia perfeitamente. Fui para a ILHA. Estava o guarda do lado direito a arrumar os seus pertences para ir dormir, pois já eram três da manhã. Esperei que ele fosse para casa de barco e, dirigi-me até à porta onde se encontrava a ranhura. A chapa entrara com total perfeição. A porta abriu-se e fui parar a um armazém onde era guardada a comida da prisão. Fui até ao balneário sete, onde estava tudo a dormir. Olhei para o suposto sítio onde o Bendkins fora morto e estava também uma chapa, mas com um código de barras diferente do que estava na do chefe. Em minha casa eu pensei que, se o chefe da polícia tinha uma chapa e o Bendkins também, então o “guarda esquerdo”, a Romância e a Lady Oska também teriam. Em casa da minha princesa eu procurei por todo o lado, até que encontrei na cama dela, dentro de uma das almofadas uma chapa igual. Só faltava descobrir quem seria o homem que iria morrer e, que estava próximo dos restantes. No mês seguinte eu fui comprar o jornal e li a notícia que uma mulher que se encontrava em Espanha fora morta, com o nome de Romância. «Ela fugiu para me proteger.», afirmei para mim. No dia seguinte, no mesmo jornal estava uma notícia cujo título era: “Morte do Bob Oska”, que era o filho mais novo da Lady Oska. Já estava o último homem morto.
Cheguei a uma conclusão. As mortes estavam todas ligadas com o Ruppert Oska. Liguei para o guarda do lado direito para perguntar o nome do seu colega que morrera, Ruben Oska, da família do Ruppert. Em casa da Romância estava lá o seu cartão do médico que tinha o seu nome completo, Romância Oska. Eu próprio nesse dia fui falar com o Ruppert à sua empresa.
-Bom dia senhor Ruppert.
-Bom dia – tinha uma cara muito triste – O que é que o senhor deseja?
-Apenas perguntar se Romância Oska e Ruben Oska pertencem à sua família.
-Pertencem sim senhor, como é que sabe?
Nesse preciso momento entra uma pessoa encapuçada pelo escritório a dentro e empurra Ruben para o chão e, então começa uma cena de pancadaria. Eu tive de os separar e quando o fiz vi a cara do sujeito, mas nesse momento levei um tiro no peito. Eu ainda vejo o homem a fugir e Ruppert Oska a vir ter comigo e, desmaiei. Acordei no hospital com uma dor enorme no peito. Estava sozinho na sala com duas camas vazias ao meu lado. O médico que me tratou veio ter comigo e disse-me que só não morri por muito pouco. Pequei no telemóvel e telefonei para Ruppert a agradecer. Quando saí do hospital eu só me queria lembrar da cara do homem, mas não conseguia. Duas semanas passaram e eu estava a tomar o meu chá das cinco quando me lembrei da cara do sujeito, era o guarda do lado direito.
Uma vizinha minha trazia-me todos os dias o meu jornal matinal, mas desta vez eu não gostei desta notícia. “ Jean Pierre, o guarda de Paris, é encontrado morto no chão do Louvre”, Fiquei muito fragilizado com aquela notícia, mas não podia fazer nada para o evitar. O senhor Ruppert liga-me mesmo de seguida de eu ver a notícia e diz-me que não encontrou o que eu lhe pedira quando lhe agradeci, mas que tinha encontrado uma nos pertences do irmão, a chapa. «Ela não tinha chapa.», cheguei a essa conclusão. Então a pessoa que matou a Lady Oska não foi a mesma que matou o “guarda esquerdo”, o Ruben Oska, a Romância, Jean Pierre e o Bendkins. Falta saber porque é que o fez.
Casado e com dois filhos, estou a passear pela cidade de Veneza, a apreciar a bela brisa do céu e, deixo-vos esta questão:
Quem matara Lady Oska?

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